Esclerose múltipla: a importância do diagnóstico

Postado em: 22 de agosto de 2019

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune com cerca de 30 mil pessoas diagnosticadas no Brasil. Ela causa danos ao sistema nervoso central, afetando o cérebro, a medula espinhal e o nervo óptico, impactando a vida de milhares, mesmo com os avanços na pesquisa.

Uma doença sem cura, ela pode se manifestar por diversos sintomas ao longo da vida,  como a fadiga intensa, problemas na coordenação motora e complicações oculares. A convivência com esses sintomas pode acabar impactando negativamente a qualidade de vida do paciente, que além dos pontos físicos, também pode causar alterações no humor.

Dados mostram que surgem cerca de 150 casos da doença por ano no Brasil e que a condição de vida do paciente pode ser melhorada com o tratamento adequado, por meio de medicamentos, mesmo que ainda não existe uma cura para a esclerose múltipla. Mesmo com as complicações por conta dos fortes sintomas, a expectativa de vida de uma pessoa com a doença crônica é a mesma de alguém saudável.

Para garantir um controle dos sintomas da esclerose múltipla, existe a necessidade de se obter um diagnóstico de um médico especialista em neurologia. Profissionais indicam que outras doenças, principalmente as inflamatórias, possuem sintomas em comum e podem acabar confundindo os pacientes. Como uma campanha para a conscientização sobre a doença, foi criado o Agosto Laranja, um mês especial para a discussão sobre a EM e a importância de se buscar uma ajuda médica. 

O dia 30 de agosto é o Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Múltipla e é marcado por diversas campanhas de comunicação e incentivos do governo para se obter um diagnóstico para a doença, levando informação para aqueles que estão sofrendo com os sintomas iniciais do problema. Embora seja uma doença rara, é de extrema importância dar visibilidade para a EM pela gravidade.