Glaucoma: riscos e como tratar a doença

Postado em: 23 de maio de 2019

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam, que em 2020, cerca de 80 milhões de pessoas terão glaucoma no mundo. Considerada a doença ocular que mais causa cegueira por todo o mundo, o estudo preocupa médicos e também deve preocupar você.

O Glaucoma é o tipo de doença que pode ser extremamente silenciosa por bastante tempo, mas também pode acabar afetando o bem-estar e causar danos irreversíveis em poucos dias caso não existe um tratamento adequado para o problema. Detentora de título de maior causadora de cegueira irreversível, todos devem se preocupar com os sintomas que a doença apresenta e ter prontidão para visitar o profissional oftalmologista caso necessário.

Os tipos de glaucoma

Segundo o Conselho Nacional de Oftalmologia, existem 3 tipos de glaucoma que são normalmente causados por uma alta pressão ocular. São eles:

Congênito: Com tratamento cirúrgico, esse tipo de glaucoma é presente desde o nascimento de uma criança. Recém-nascidos podem apresentar problemas oculares e serem diagnosticados com a doença, principalmente com globos aumentados e córneas embaçadas.

Secundário: A doença pode surgir com uso de corticoides, traumas, diabetes, problemas com cirurgias oculares, catarata avançada e outros.

Crônico: Pode surgir em pessoas acima de 35 anos. Uma das possíveis causas é uma obstrução do escoamento de um líquido fundamental que existe dentro do globo. Esse tipo de glaucoma costuma ser silencioso e pode causar a perda total da visão em poucos dias.

Diagnóstico e tratamento

Existe tratamento para que a doença seja controlada e a perda da visão não exista. “Felizmente, numa consulta de checkup ocular, o médico oftalmologista pode diagnosticar a doença com exames rápidos e eficientes, como o fundo de olho e a medida da pressão intraocular”, afirma o Dr. Anibal Mutti do Hospital Nove de Julho.

O exame oftalmológico, com uma frequência anual, é ideal para manter a doença no radar e receber um diagnóstico veloz caso ela seja detectada. O tratamento pode ser realizado por colírios ou, se for necessário, cirurgia. “Uma minoria acaba necessitando de tratamento através de laser ou cirurgia, com boas chances de sucesso”, diz o médico.